OS 10 MANDAMENTOS DA LESÃO ROLLERDÉRBICA

Se machucar faz parte da vida. Vai dizer que você não tem nenhuma cicatriz de infância pra contar história? Praticar um esporte é aceitar que isso pode continuar acontecendo quando adulto, mesmo que você prefira cruzar os dedos e ignorar a possibilidade de uma tragédia. Soro, pontos, bisturi, remédios, hospital. Nada disso combina com a liberdade de voar sobre os patins, certo?  Mas a vida nos prega peças. E no momento mais aleatório de um treino qualquer pode rolar um azar, e te fazer encarar desde um roxo no quadril que some em alguns dias até lesões mais graves. Foi o que rolou com a nossa capitã Pauleira e integrante do Team Brasil, em 2013. No depoimento abaixo, ela conta como foi o acidente em que fraturou o tornozelo, fala sobre sua ligeira recuperação e dá dicas de como enfrentar da melhor maneira possível esse momento bad para voltar logo ao track, caso você passe por algo semelhante (tomara que não!).

DEPOIMENTO PAULA FIGUEIRA (PAULEIRA)

“Quando resolvi praticar roller derby, li um texto muito legal traduzido pelas Gray City Rebels (SP) chamado “Os 10 mandamentos do Roller Derby”, que aborda de forma bastante realista questões essenciais para qualquer pessoa que queira se aventurar no esporte. Porém, existe um mandamento bastante óbvio para um esporte de contato, mas que a gente prefere não querer saber dele:

5º mandamento: Você irá se machucar – Calcanhares quebrados, tendões rompidos e ombros deslocados são algumas das fraturas mais comuns no Roller Derby. Você aprenderá como cair com segurança para evitar fraturas graves, no entanto, você deve ficar ciente de que quando estamos na pista, há riscos de fratura.

Sou dessas que sempre praticou esportes! Patino desde os 7 anos de idade, já fiz vôlei, handball, tennis, muay thai, corrida, stand up paddle…. mas nunca imaginei que um algum dia  sofreria alguma lesão grave. O roller derby (e alguns anos de psicanálise, rs) tem me ensinado muito como é importante encararmos nossos momentos de impotência e superar nossas dificuldades…

Em setembro de 2013 fui convidada para participar de um “scrimmage” com as Ladies Of Helltown, em São Paulo. Faltavam 2 meses para 2º Brasileirão de Roller Derby, onde aconteceria o tryout para o Team Brasil 2014 que disputará o mundial em Dallas. Por isso, eu estava treinando muito, comendo e respirando roller derby na época! No entanto, meus planos foram interrompidos nos 7 minutos finais do último tempo do jogo, quando caí e fraturei o maléolo lateral da fíbula direita (próximo ao tornozelo).

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(Raio-x do tornozelo direito da Pauleira: uma platina e 4 parafusos)

Ainda me lembro do escândalo que fiz e do som do “crack” na hora da fratura (parece bizarro, mas dá pra ouvir sim!). Dói pra caramba e a única coisa que me restava fazer era gritar muito. Dizem que alivia a dor, né? Fui levada de ambulância para um hospital público em São Paulo e por incrível que pareça fui atendida na hora em que cheguei. O médico disse que meu caso não era de cirurgia para me acalmar, porque minha passagem de volta para o Espírito Santo estava marcada para o mesmo dia.

Chegando aqui, meu ortopedista me convenceu que a melhor coisa a ser feita era a intervenção cirúrgica, pois a recuperação é mais rápida e logo estaria de volta à ativa. Não pensei duas vezes: partiu centro cirúrgico! Resultado: hoje sou uma mulher biônica portadora de uma platina, 4 parafusos e uma belíssima e sedutora cicatriz na perna direita.

Minha recuperação foi considerada muito rápida pelo meu próprio médico. No 1º mês pós-operatório já estava livre das muletas; no 2º estava de volta aos treinos de musculação na academia; no 3º mês já podia subir nos patins; e no 5º mês tive a oportunidade de fazer o tryout para o Team Brasil 2014 – e passei! Yay! Com pouco menos de 6 meses de cirurgia retornei oficialmente ao track num jogo do Team Brasil no Rio de Janeiro.

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(A terceira da esquerda, com meias vermelhas: 5 meses após o acidente, Pauleira volta a jogar e logo é aprovada no tryout para continuar na seleção brasileira)

Simplesmente parecia que eu nunca havia fraturado meu tornozelo. Perdi um pouco o “timming” do jogo pelo tempo parada, mas com o passar do tempo fui ficando mais esperta. Minhas habilidades parecem até que estão melhores do que antes do acidente. E não, em momento algum tive medo de cair e me machucar de novo!

Qual foi a mágica que eu fiz para me recuperar tão rápido? Nenhuma! Mas tenho algumas dicas de ouro que poderão te ajudar se por acaso se machucar. Que tal chamá-las de “Os 10 mandamentos da lesão rollerdérbica”? Vamos lá:

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               (À direita, Pauleira reestreia em fevereiro deste ano num scrimmage do Team Brasil x São Paulo)

1. LEVE A SUA REABILITAÇÃO MUITO A SÉRIO. Faça todas as sessões de fisioterapia que tiver que fazer. Não “coloque a carroça na frente dos burros” e não arrisque fazer coisas que o seu médico não liberou ainda.  Tudo o que o meu médico e o meu fisio me indicavam eu sabia que por mais chato que fosse, era para fazer com que eu retornasse ao esporte o mais rápido possível.

2. TENHA PACIÊNCIA. Seu corpo precisa de tempo para se recuperar. Aproveite o tempo de molho em casa para assistir filmes e “zerar” seriados no netflix, ler bons livros, jogar videogame e ficar literalmente de pernas para cima.

3. ALIMENTE-SE BEM. Não me venham com essa conversa de que no roller derby não existe preocupação com dietas e forma física.  Não tenho corpo atlético, mas acredito que minha alimentação balanceada ajudou bastante na cicatrização da lesão. Além disso, com o corpo mais leve, meu tornozelo tinha menos peso para carregar e assim recuperou mais rápido as suas funções. Não esqueça de tomar os remédios direitinho também!

4. PRATIQUE ATIVIDADE FÍSICA ASSIM QUE O SEU MÉDICO LIBERAR. Caminhada na areia, andar de bicicleta, stand up paddle foram algumas atividades que ajudaram a acelerar minha recuperação, além de me deixarem feliz por estar fazendo alguma atividade física, já que sou dessas pessoas viciadas em endorfina que não conseguem ficar no sedentarismo por mais de 2 dias.

5. A BOLSA DE GELO SERÁ SUA MELHOR AMIGA DURANTE UM BOM TEMPO. Gelo é o melhor antiinflamatório do mundo, alivia a dor e o inchaço consequentes da lesão. Se algum profissional recomendar o tratamento com gelo, não deixe de fazê-lo, mas não mais que 20 minutos de duração, porque você pode ter uma queimadura na pele (experiência própria, risos). Apesar de 100% recuperada, a minha bolsinha de gelo continua no meu freezer pronta pro que der e vier, principalmente quando os treinos são mais pesados do que de costume.

6. FIQUE PERTO DAS PESSOAS QUE VOCÊ AMA. Sim, não parece, mas sou fofa e acredito que o amor do meu marido, da minha família e dos meus amigos que me ajudaram nesse período foi essencial para que eu melhorasse mais rápido.  Portanto: por mais que esteja irritada com a dor e a limitação física, aceite e retribua o carinho recebido, ao invés de se isolar e sofrer sozinha.

7. NÃO ABANDONE A SUA LIGA DE ROLLER DERBY!  Sei bem que é terrível assistir aos treinos sem poder participar deles, mas lembre-se que a sua liga precisa de você, e você precisa da sua liga. Ajude como puder com tarefas que não exijam esforço físico. Com 20 dias de cirurgia eu estava de volta aos treinos, ficava sentada num banquinho assistindo tudo. Isso me deu força pra querer me recuperar e voltar logo para os treinos.

8. NINGUÉM É CULPADO PELA SUA FRATURA, muito menos você. Conhece aquele ditado: “merda acontece” ? Pois é, aconteceu comigo e pode acontecer com você, ou não. A vida é imprevisibilidade pura! Aceite o que acontecer e pense positivo para passar logo.

9. APROVEITE PARA ESTUDAR REGRAS E ASSISTIR JOGOS. Não preciso nem explicar o porquê, né?

10. NÃO TENHA MEDO DE CAIR. É comum dar um medinho de leve no começo, assim como no retorno de uma lesão, mas logo passa. Se cair, levante, mesmo que você precise passar um tempo de muletas, com pinos e parafusos na sua perna. Se tiver paciência e fizer tudo direitinho como o seu médico mandar, estará de volta rapidinho. Essa história toda me faz lembrar uma das minhas citações favoritas do filósofo e médico francês Georges Canguilhem, que diz que saúde é um luxo biológico, é a capacidade de cair doente e se recuperar! Se o medo persistir, acho que é hora de se questionar se o roller derby é o esporte mais adequado para você. Mas se houver coragem o suficiente, vá em frente. Lembre-se que uma cicatriz é uma prova da sua força e por trás dela há sempre uma boa história para contar.”

 

Homens no track! 1ª Copa do Mundo de Roller Derby Masculino


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Roller Derby não é só coisa de mulher. Tem muito homem mandando bem no Track e a maior prova disso é a 1ª Copa do Mundo de Roller Derby Masculino, que começou hoje!

Durante os dias 14, 15 e 16 de março, ligas de 15 países de 5 continentes diferentes participarão da disputa, que está acontecendo em Birmingham, na Inglaterra.

E o mais legal é que, mesmo de longe, o mundo todo vai poder acompanhar as partidas da rapaziada em tempo real, já que todos os jogos da 1ª Men’s Roller Derby World Cup 2014 serão transmitidos ao vivo!

Você não pode perder! Assista aqui: http://live.mrdwc.com/

Fonte: Derby Mundi

 

Brasileirão de Roller Derby Love!

Se começamos 2013 com o pé direito, estamos fechando o ano com chave de ouro! Acabamos de voltar do 2º Brasileirão de Roller Derby com muitas experiências e alegrias na nossa bagagem, e não há ninguém melhor para falar sobre isso do que nossas próprias jogadoras que participaram do evento, seja dentro ou fora do track.

As nossas freshmeats tiveram a oportunidade de aprender muita novidade e melhorar muito as suas habilidades de patinação nos bootcamps com Fifi Nomenon e Nina Brava.

Minha experiência nesse Brasileirão foi sensacional! Apesar de não ter jogado, o bootcamp foi muito construtivo. A Fifi e a Nina nos ensinaram muitas coisas com muita simpatia, atenção e como a Fifi mesmo disse, agora é só se dedicar e por em prática todas as técnicas que foram passadas. Mal posso esperar pro evento do ano que vem pra poder jogar o esporte mais lindo do mundo! (Beatriz Vago, freshmeat)

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Black Hearts se preparando para os bootcamps.

Pra mim foram 3 dias incríveis e pude ter a certeza de que Roller Derby é sim o esporte mais democrático e legal do mundo!! Independe da sua forma física ou da sua idade, o que vale mesmo é o empenho em aprender cada vez mais e sempre!! A oportunidade de fazer bootcamp com Fifi Nomenon e Nina Brava é impagável, muitas coisas se tornaram possíveis graças ao empenho delas em demonstrar que tudo é questão de dedicação! Valeu demais! (Christina Michalsky, freshmeat)

Nossas veteranas também aproveitaram a oportunidade de melhorar suas habilidades nos bootcamps e ainda puderam encarar o track pela primeira vez em jogos incríveis!

 Participar do meu PRIMEIRO jogo ‘a vera’ e contra a Ladies (Ladies of Hell Town) teve um peso enorme, o que acabou atrapalhando muito no meu desempenho. Porém, tudo o que rolou nesse Brasileiro foi um aprendizado e tanto:  lidar com arbitro pela primeira vez, jogar numa posição que você não esta acostumada, conhecer gente nova e jogar com outras pessoas que não são suas companheiras de liga… Tudo o que tenho a fazer é agradecer as Gray City Rebels por organizar esse evento lindo, e a todas as ligas participantes por fazer esse evento ser tão incrível.  Obrigada às Black Hearts pelo companheirismo, carinho e paciência. Ano que vem é tudo nosso! (Paula Renata Maciel, “La Santa Rosario”, #39)

Derby love nos bootcamps!

Adorei ter ido, amei aprender e melhorar minhas habilidades. A cada dia aprendi coisas diferentes, lá foi a hora de errar, de mostrar o seus defeitos em algumas coisas que você tinha dificuldades, pra poder consertar e melhorar. Hoje eu posso dizer que melhorei muito! Além de aprender, eu tive a oportunidade de observar jogadoras fantásticas e percebi que temos que melhorar muito.Mas isso passa a ser um incentivo e não é algo impossível, é algo que você tem que praticar cada vez mais.  A Fifi e Nina tiveram tanta paciência com as meninas, a gente via a vontade delas de ensinar a gente, querer que todas as meninas absorvessem tudo que elas passavam. Foi muito lindo, foi a minha primeira vez fiquei nervosa, mas quando eu calcei os patins o nervosismo sumiu, entrei na quadra de peito aberto, pronta pra apender, errar e melhorar tudo que eu pudesse nesses dias! (Ana Paula Meinicke, “Meinicke” #40)

 3 jogos e uma outra visão do esporte. Acho que essa frase resume todas as emoções misturadas no primeiro contato com jogos de derby na minha vida. Tenho um ano de roller derby, mas como somos praticamente a única liga do estado, nunca tivemos a chance de fazer sequer um scrimmagezinho. Deu muito medo de encarar o primeiro jogo  contra o Team Brasil, mas me joguei: bora lá ver de qual é! E foi incrível! O clima dentro da pista, o aprendizado de regras, arbitragem, comportamento no track, é muito rico e por isso cada segundo valeu a pena. Nos outros dois jogos fui percebendo mais o timming do jogo e me senti um Pokémon evoluindo, hahaha! Me diverti muito no jogo Sapas x Princesas, o clima é muito descontraído e bem engraçado, o jogo foi disputado e a diferença do resultado, comprovou 250 x  230.E o que foi o jogo do Frankenstime contra as Sugar Loathe? Irado e quebradeira, no sentido bom da palavra! Evolução e uma vontade de melhorar ainda mais, treinar mais, me dedicar mais… Descobri finalmente o esporte da minha vida! Levo a frase que li na camisa de uma mina que arrasa no bloqueio como lema: I BLOCK, YOU FALL, REPEAT! Go derby ❤ (Mariana Costa, “Violeta Riot”, #999)

O nosso coach Enzo participou da clínica de abitragem com o Judge Knot e ainda se arriscou no track no primeiro jogo de roller derby masculino do Brasil!

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O primeiro bout masculino a gente nunca esquece!

 A experiência de participar de uma ref clinic com um árbitro certificado nível 5 como o Judge Knot, foi ímpar. Foi importantíssimo passar pela abordagem de cada tópico sobre a perspectiva de árbitro e não de jogador ou técnico. Alguns pontos se destacaram no conteúdo transmitido pelo Knot: “Todos podem conhecer e dominar as regras, mas a capacidade de aplicá-las em uma situação real é completamente diferente.”, e outra, “Referees não estão no track para marcar faltas e, sim manter a fluência do jogo de acordo com as regras e com segurança”. Uma última observação é de que Refs devem ser patinadores, por vezes, até melhores que as atletas no track, uma vez que, são tantos os pontos a serem observados/abordados no jogo, que não há tempo para se pensar na patinação, ou seja: ela deve ser fluida e natural. Com relação a minha participação no primeiro bout masculino do Brasil, preciso ser expansivo e dizer que FIZEMOS HISTÓRIA! Espero sinceramente que este passo represente um grande incentivo ao nosso esporte. Mesmo dentro do track, era fácil perceber algumas diferenças básicas do derby feminino e masculino; a mais impactante foi o fato de a maioria dos homens na pista ser referee e, alguns coaches. O reflexo disso foi um jogo que fluía com facilidade devido ao conhecimento profundo de cada um (não que isso diminuísse o impacto dos hits ou mesmo disputas acirradas). Este bout também nos trouxe a experiência de estar “do outro lado”, sentindo na pele o que nossas atletas passam e isso não tem preço!  (Enzo Coppi, head coach)

 A Pauleira, capitã do futuro time da Black Hearts, infelizmente teve que deixar seus patins e equipamentos em casa, pois fraturou o tornozelo há quase 2 meses. No entanto, deixou a zica de lado e aproveitou para ter outras experiências rollerdérbicas no evento.

Esse Brasileirão foi muito diferente para mim, pois estou me recuperando de uma fratura no tornozelo e infelizmente não pude estar no track com os patins no pé. Confesso que fiquei triste e com os olhos cheios d´água por diversas vezes no evento, não pude participar do jogo de despedida da temporada 2013 do Team Brasil e nem do tryout para o time de 2014. Também não deu para participar dos bootcamps e dos scrimmages, porém, dei um jeito de mandar a zica pra bem longe de mim e participar do evento da forma que pudesse. Fotografei alguns jogos, observei as aulas da Nina e da Fifi mesmo que de longe e ainda me arrisquei nas funções de assistant coach no jogo do Vagine Regime e como lineup manager no Frankenstime. Jogadora quase enloquece quando assume essas funções, mas fazer o quê, né? Eu não poderia era ficar sentada de braços cruzados perdendo a chance de aprender um monte de coisa importantíssima para o derby!  (Paula Figueira, “Pauleira” #88)

Não há dúvidas de que nossas jogadoras tiveram experiências inesquecíveis nesses dias na Gray City!

Um beijo grandão do fundo dos nossos corações negros para todos que estiveram lá com a gente nesses dias, em especial as anfitriãs AND campeãs brasileiras Gray City Rebels, as jogadoras Fifi Nomenon e Nina Brava que ministraram os bootcamps e ao referee Judge Knot que ministrou as clínicas de arbitragem! O ano de 2014 será intenso para a gente, pois sediaremos o próximo Brasileirão aqui na nossa cidade e teremos muito trabalho a fazer. Mas podem ter certeza de duas coisas: que o Team Black Hearts estará no track na luta pelo título de campeã brasileira de roller derby e que o evento será incrível e cheio de derby love para vocês!

Brasileirão de Roller Derby 2014: É NOISE!

Brasileirão de Roller Derby 2014: É NOISE! (tá faltando gente nessa foto, hein?)

Black Hearts de malas prontas para o 2º Brasileirão de Roller Derby!

Estamos em contagem regressiva para o evento mais rollerdérbico do ano! O 2º Brasileirão de Roller Derby acontecerá na cidade de São Paulo – SP nos dias 15, 16 e 17 de novembro e já estamos praticamente de malas prontas para partir para a capital paulista! O evento será sediado pela Gray City Rebels, a primeira liga brasileira aprendiz da WFTDA (Women´s Flat Track Derby Association). O evento repetirá a dose do Brasileirão do ano passado com scrimmages (jogos amistosos) e com uma clínica de arbitragem, dessa vez  com Judge Knot, referee (árbitro) nível 5 certificado pela WFTDA. Ele ministrará aulas para todos os árbitros e futuros árbitros do roller derby brasileiro.

A Black Hearts Derby Girls é a única liga ativa no Espírito Santo que participará do Brasileirão deste ano.

As Rebels inovaram um pouco mais no evento deste ano e mesmo com poucos times, haverá uma disputa pelo 1º campeonato brasileiro de roller derby! A competição contará com a participação de apenas 3 ligas (Sugar Loathe Derby Girls-RJ, Gray City Rebels-SP e Ladies Of Helltown-RJ) e de um time carinhosamente apelidado de “Frankenstime”, formado por jogadoras de diversas ligas do país que ainda não possuem um time completo, mas já possuem habilidades para jogar. Entre as jogadoras, estão as Black Hearts Mariana Costa (Violeta Riot), Bianka Oliveira (Belzebia) e Paula Renata Maciel (La Santa Rosario). Junto com as mais novas Black Hearts Jéssica Subtil (Jess Heineken) e Sarah Botelho (Sahbotage), elas também participarão do time “O resto do mundo”, também formado por jogadoras de diversas ligas, no jogo de exibição do Team Brasil. Paula Figueira (Pauleira), capitã do time das Black Hearts e membro da Seleção Brasileira de Roller Derby, infelizmente ficará fora dos jogos pois está se recuperando de uma recente lesão no tornozelo, mas fará parte da comissão técnica do “Frankenstime”. Haverá também um jogo de exibição do Vagine Regime Brasil, comunidade que busca unir roller girls gays, lésbicas, bi, trans e seus simpatizantes, na luta pela igualdade entre os gêneros e contra qualquer tipo de preconceito. As Black Hearts também marcarão presença neste jogo!

Programação dos jogos do Brasileirão de Roller Derby.

Programação dos jogos do Brasileirão de Roller Derby.

Outra novidade é que o evento contará com bootcamps com a jogadora norte-americana Fifi Nomenon e com argentina Nina Brava. Fifi é membro da liga Texas Roller Girls (vice-campeã do WFTDA Championships 2013!) e da seleção norte-americana de roller derby, o Team USA, atual campeão mundial de roller derby. Já Nina joga na liga 2X4 e é treinadora da seleção argentina de roller derby.

As nossas expectativas para o Brasileirão deste ano é poder aproveitar ao máximo todos os momentos possíveis dos jogos, dos bootcamps e da ref clinic, a fim de trazer todo o conhecimento e experiência adquiridos para o Espírito Santo e fazer com que a liga se fortaleça e logo forme o seu time oficial para disputar o campeonato no ano que vem. E é claro, se divertir muito com derby girls do Brasil inteiro!

Nos vemos na GRAY CITY!

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